Como Controlar a Compulsão Alimentar

Caracterizada por um impulso incontrolável, a compulsão pode ser desencadeada em diferentes tipos: para beber, para fumar, para comprar, para furtar, para fazer sexo e para comer, um dos exemplos mais comuns de compulsão. A compulsão alimentar pode se mostrar em maior ou menos gravidade. Ela pode apresentar-se nos transtornos do comportamento alimentar, como na anorexia e na bulimia nervosas e no transtorno da compulsão alimentar periódica.

Uma das formas incontroláveis de compulsão alimentar é chamada, em inglês, de “binge eating”. Entre os termos portugueses que se conhecem, ele pode ser traduzido como “ataque de comer”, “comer compulsivo” ou ainda “compulsão alimentar periódica”. É um episódio em que a pessoa come uma quantidade exagerada de alimentos, em um curto intervalo de tempo, perdendo o controle sobre o ato de comer.

Depois do ataque de compulsão, em geral, a pessoa tende a sentir-se culpada, triste e arrependida. Alguns pacientes ingerem imensas quantidades calóricas e dos mais variados tipos de alimento, desde guloseimas comuns até misturas inusitadas e estranhas de alimentos; tudo em porções bastante exageradas, mantendo o nível de descontrole que está associado com o episódio. As formas mais encontradas são as leves, geralmente percebidas na maioria das pessoas que tentam emagrecer.

Os fatores psicológicos e físicos são as principais causas da compulsão alimentar. A angústia gerada pela necessidade de emagrecimento em uma determinada pessoa que não resiste a uma guloseima, mas que está proibida na rigorosa dieta que estava seguindo, pode, por exemplo, ser um fator psicológico desencadeante do episódio. É um mecanismo conhecido como “violação da abstinência”, que, juntamente com outros fatores ambientais e emocionais, leva a um descontrole alimentar.

Para controlar a compulsão alimentar, a prevenção é a melhor escolha. Tendo no diagnóstico precoce, realizado por um profissional, a ajuda para entender e superar as dificuldades que causam o comer compulsivo.

Além disso, se faz necessário o desestímulo de dietas para emagrecer muito restritivas. Ao invés disso, é recomendado o planejamento de uma reedução alimentar, onde se come várias vezes ao dia refeições com pequenas porções de carboidratos, que podem evitar uma diminuição dos níveis de serotonina. Praticar atividades físicas regulares também ajuda no autocontrole e na situação da compulsão alimentar.

Contudo, nem sempre o planejamento alimentar combinado à prática de exercícios físicos podem ser suficiente para o controle da compulsão alimentar. Nesses casos o uso de medicamentos pode ser útil. Os mais utilizados são os que agem por meio da serotonina (fluoxetina, sertralina, paroxetina, sibutramina); lembrando, porém, que eles não devem ser utilizados sem prescrição médica.

Por Malanny Serejo

 

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