Gravidez molar – você sabe o que é

 

O que é a gestação molar?

A gestação molar trata-se de uma infreqüente complicação da gravidez que acontece quando algo falha durante o procedimento de fertilização na concepção, provocando anormalidades nas células que formarão a placenta. A gravidez molar, que é também conhecida como mola hidatiforme, participa de um grupo de condições chamado tumores trofoblásticos gestacionais. Eles costumam ser não-cancerígenos e, embora possam se disseminar para além do útero, são tratáveis com sucesso.

Em uma gravidez normal, o óvulo fertilizado contém 23 cromossomos do pai e 23 da mãe. Em uma gestação molar completa, o óvulo fertilizado não tem cromossomos da mãe, e os do espermatozóide do pai são dobrados. Nesse caso, não há embrião, membrana amniótica nem nenhum tecido placentário. No lugar deles, a placenta constitui uma massa de cistos que se parece com um cacho de uvas e pode ser vista em um exame de ultra-sonografia.

Como tratamento, poderá ser necessária a realização de uma curetagem, a fim de extrair todo o tecido anômalo, ou receberá remédios específicos para gerar a expulsão do tecido embrionário. Em determinados casos, uma segunda curetagem é desempenhada para retirar restos de tecidos.

Se você não se submeteu a um tratamento de quimioterapia, terá que aguardar até seis meses depois que os níveis de hCG reduzirem a zero para voltar a tentar engravidar novamente. No caso de ter feito quimioterapia, a indicação é geralmente esperar, pelo menos, um ano.

 

Por Ingrid de Castro.

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