Terapia de Reposição Hormonal

Terapia de reposição hormonal (TRH) consiste no tratamento dado às mulheres que se encontram na menopausa. Onde, durante a fase reprodutiva, os ovários fabricam mensalmente estrógeno e progesterona, produção que vai diminuindo à medida que a mulher se aproxima da menopausa. Sendo assim, o lógico seria tentar repor os hormônios que os ovários deixaram de produzir, como era feito num passado recente, através de pílulas, adesivos colocados na pele ou injeções. Há cinco anos, muitos médicos defendiam que toda a mulher, quando entra na menopausa, deveria fazer reposição hormonal.

Entretanto, em abril de 2002, foi publicado um estudo americano bastante completo que considerou 16.600 mulheres entre 50 e 79 anos das quais apenas uma parte recebeu a terapia de reposição hormonal. Os resultados foram contraditórios e também reveladores. Quando acreditava-se que a reposição hormonal protegesse as mulheres de infartos do miocárdio e de derrames cerebrais e constatou-se que, ao contrário, aquelas que fizeram o tratamento tiveram mais infartos e AVC, assim como câncer de mama. Essas conclusões obrigaram a comunidade científica a rever a conduta em relação à terapia de reposição hormonal. Contudo, o resultado,deste teste é questionado e condenado por muitos médicos que acreditam serem os benefícios da reposição hormonal maiores que os malefícios.

Controversas à parte, o certo é que, antes de se submeter a um tratamento de reposição hormonal, a mulher deve se submeter a alguns exames e apresentar determinados requisitos. Primeiro, é preciso avaliar a massa óssea dessa mulher para verificar sua tendência à osteoporose; depois, considerar seus anseios e metas de vida que poderão ser prejudicados pela privação de estrogênio, se tem ou não atividade sexual e, finalmente, se tem ou não útero. Esses dados ajudam a balizar a necessidade de reposição hormonal e, caso ela exista, se devemos combinar estrogênio com progesterona ou só administrar estrogênio.

Se a mulher não tem útero, a reposição hormonal pode ser feita só com estrogênio, terapia que não foi condenada pelo estudo americano citado. Quanto a dosagem de hormônios adequada, alguns médicos defendem que 0,25mg seria a dosagem ideal para repor a massa óssea, eliminar os fogachos (ondas de calores) em 80% dos casos e manter a qualidade da mucosa vaginal e do trato urinário. No entanto, antes de propor esse esquema para as pacientes, é realizado antes um estudo médico cuidadoso.

Por Malanny Serejo /Fontes: www.drauziovarella.com.br/www.boasaude.uol.com.br.

Foto  Crédito: Thinkstock/Getty Images

 

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